14.11.15

NERUDA-SE




"Não te amo como se fosses a rosa de sal, topázio
Ou flechas de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo assim diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Antes de amar-te, amor, nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se dependiam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado, decaído,
Tudo era inalianavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono."

A Dança, Pablo Neruda In Cem Sonetos de Amor

11.11.15

Om Mani Padme Hum





O mantra pode ser qualquer som, sílaba, palavra, frase ou texto, que detenha um poder específico. Mas é fundamental que pertença a alguma língua morta, na qual os significados e as pronúncias não sofram a erosão dos regionalismos por causa da evolução da língua. Existem mantras para facilitar a concentração e meditação, mantras para energizar, para adormecer ou despertar, para desenvolver chakras ou vibrar canais energéticos a fim de desobstruí-los.

A vibração sonora faz nascer em nossa mente uma atmosfera de serenidade e como dizia Buda:

“O homem é aquilo que pensa.”

No Tibete utiliza-se o mantra como orações repetidas. É um caminho e um meio de alcançar paz e tambémelevação da consciência ou iluminação.

Tudo o que pensamos se concretiza na matéria, por esse motivo eles valorizam muito a palavra, ou seja tudo aquilo que falamos e pensamos.

O Mantra mais utilizado na tradição tibetana e associado ao Bodhisattva da Compaixão é o

Om Mani Padme Hum (pronuncia-se Om Mani Peme Hum).

Om – representa a presença de todos os Buddhas, o começo de todos os mantras a própria consciência ou a luz.

Quando entoamos o Om a função é libertar tudo o que precisa ser libertado dentro de nós, afastar o ego, orgulho e o apego. Esse mantra também protege e cria vibrações benéficas e salutares e ainda ensina a meditar no ritmo tranquilo e entrar em contato com a devoção.

Mani – significa a joia da compaixão, capaz de realizar todos os desejos. É o som da transformação, pois a joia da mente (ou a pedra filosofal) que nos coloca em contato com a eternidade. Ela também ajuda a fechar a porta de entrada de energias densas especialmente a inveja.

Também pode ser considerado a mente sutil, refinada e conectada com a compaixão por todos os seres, desta forma ela cria um padrão de pensamento positivo fazendo uma higiene mental e trazendo sensação de felicidade. E num estágio mais avançado o desprendimento do sofrimento que os desejos nos causam.

Padme – significa a flor de lótus, aquela que nasce do lodo e floresce. Ou seja, ela nasce da escuridão, de onde há sujeira e dificuldade, abre suas flores somente após ter subido além da superfície do lodo.
Cria emoções positivas e muito forte para quem tem dificuldades de lidar com suas próprias emoções.

Hum – Essa sílaba representa a mente iluminada e funciona com um som de limpeza, dissipa as sombras. Eternidade e ajuda no sofrimento de sentimentos de raiva e ódio. Ele é a libertação de tudo que não faz parte ou é positivo para nossa alma. É também o infinito, a Mãe Terra e a eternidade.

O significado literal do mantra seria - Oh! A joia do Lótus, ou da lama nasce a flor de lótus.

A união entre o homem e o universo.

Existe também outros benefícios que resultam da repetição deste mantra, incluindo a produção do mérito edestruição do carma negativo.

O poder do mantra está em apaziguar os pensamentos e elevar a consciência à vibrações energéticas mais sutis, nos trazendo relaxamento e serenidade. Entoar um mantra é sempre um caminho que conduz a paz.

10.11.15

Cortinas...graficos.e Fábula


A corrida de sapinhos 


Era uma vez uma corrida de sapinhos.

Eles tinham que subir uma grande ladeira e, do lado havia uma grande multidão, muita gente que vibrava com eles.

Começou a competição.

A multidão dizia:

– Não vão conseguir! Não vão conseguir!

Os sapinhos iam desistindo um a um, menos um deles que continuava subindo. E a multidão a aclamar:

– Não vão conseguir! Não vão conseguir!

E os sapinhos iam desistindo, menos um, que subia tranquilo, sem esforço.

No final da competição, todos os sapinhos desistiram, menos aquele.

Todos queriam saber o que aconteceu, e quando foram perguntar ao sapinho como ele conseguiu chegar até o fim, descobriram que ele era SURDO!

Moral:
Quando queremos fazer alguma coisa que precise de coragem não devemos escutar as pessoas que falam que você não vai conseguir. Seja surdo aos apelos negativos.

                                                               Fábula de Monteiro Lobato













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