15.4.15

Jung e a Realidade Espiritual




 

Para Carl Gustav Jung, ou simplesmente Jung, a vida não se limitava ao estreito espaço do berço ao túmulo e o homem, ser racional, era dotado de faculdades extra-sensoriais que lhe permitiam ultrapassar os limites comuns de espaço e tempo, devassando o passado distante e tendo premonições acerca do futuro.

Jung (1875-1961) foi discípulo, de 1907 a 1912, do fundador da Psicanálise, Sigmund Freud (1856-1939), quando rompeu com o antigo professor para desenvolver seu próprio trabalho mais acentuadamente na área da Psicologia, pois, segundo suas palavras, era necessário “ajudar o homem na procura de sua alma”. Neste sentido, o discípulo Jung superou o próprio mestre, quando tomou a iniciativa de romper com as limitações acadêmicas e enveredar pelo vasto mundo do psiquismo, aceitando a continuidade da vida, a sobrevivência do princípio inteligente que anima o corpo somático e que continua vivo após a desagregação deste. Jung estava convencido de que o ser humano não era um simples composto de células, músculos e nervos, pois ainda afirma ele que “toda vida aspira à eternidade”. E assim viu dilatar-se à sua frente um novo horizonte, descobrindo, também, um novo sentido para a vida.

A revista “Luce e Ombra” (Luz e Sombra) na sua edição 1103 divulga valiosa reportagem sobre Jung e mostra o cientista ao lado do Prof. Scherenck Notzing assistindo a reuniões de mediunismo prático, proporcionadas pelo médium austríaco Rudi Schneider (1908-1975), cuja mediunidade de efeitos físicos mereceu a atenção de destacados pesquisadores tais como Richet, Eugene Osty, Gustave Geley, Harry Price, Bozzano e cujas reuniões de materializações foram assistidas por eminentes personalidades da época, entre as quais se destacava Thomas Mann, prêmio Nobel de literatura e considerado um dos maiores escritores da língua alemã. As experiências de Thomas Mann, e o seu testemunho favorável aos fenômenos mediúnicos, foram abordadas no SEI 1931, de 2 de abril.

A propósito de Rudi Schneider e de seu irmão Willi Schneider (1903-1971), também notável médium, a revista “Luce e Ombra” (Luz e Sombra) publicou em outra edição extensa matéria em que focaliza, a par de sua retidão moral, as extraordinárias faculdades paranormais de que eram portadores, dentre as quais, destacava-se a de efeitos físicos.

Carl Jung, que já tivera provas irrecusáveis da comunicabilidade dos Espíritos, tomado de grande interesse em ampliar contato com o mundo invisível, presenciou durante os anos de 1930 e 1931 as reuniões de efeitos físicos, onde não havia a menor margem para fraudes, pois, como afirmou:

“Impossível era que alguém naquele ambiente, sóbrio e composto por homens de inteligência sadia, cujo interesse era a pesquisa conclusiva sobre tais aparições tangíveis, era impossível, repito, que homem ou espírito tivesse conhecimento de particularidades que só a mim pertenciam e que foram ditas pela figura de um fantasma emergido das profundezas do desconhecido”.

Fica evidente que Jung fora merecedor de tais revelações e a Espiritualidade conhecia o grande significado, o alto valor do seu testemunho junto à comunidade científica, e nesse particular junto àqueles que se dedicam ao estudo da mente humana que, por si mesma, é incapaz de emitir um único pensamento, de elaborar uma única idéia. Segundo aprendemos com a Doutrina Espírita, “pensar é um atributo da alma, sendo o corpo instrumento de manifestação desse princípio inteligente”. E o grande psicólogo, vencendo a barreira dos preconceitos que detém a maioria dos cientistas, abeira-se do mundo invisível, entrando em contato direto com as inteligências desencarnadas.

Jung publicou precioso livro – “Memórias, sonhos e reflexões” – em que narra, a seu modo, no seu linguajar, sob ótica própria mas de inegável valor, a sua interpretação sobre as percepções extra-sensoriais.

Em síntese: “Carl Gustav Jung deu um largo passo, avançou racionalmente em direção ao ilimitado, enobrecendo ainda mais o seu viver entre os homens e, ao mesmo tempo, deixou contribuição favorável à Doutrina Espírita”

                                                                                                      Fonte: www.vivercomalma.com.br


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