19.12.14

Chegou..ebaaaaaaa!

Meninas acabei de receber os mimos da amiga Dona Gam, são lindos tem vários tecidinhos um mais lindo que o outro, revistas, agulha de croche muitos miminhos e uma cartinha muito carinhosa obrigado querida, que Deus lhe de em dobro. Então resolvi fazer um selfie  com um de seus miminhos kkkkkkk...beijos no coração Gam!



16.12.14

Amei...amei...amei!

Gente só esse anjo pisciano e mineirinho chamado Dona Gam do bog http://gamdollsdois.blogspot.com.br/ para me deixar tão feliz quanto uma criança que ganhou brinquedo novo logo cedo.
Adorei seus mimos, seus trabalhinhos, vou guarda-los com muito carinho e fazer miminhos para meu netinh(o) ou (a) que esta para chegar e quando estiverem prontos prometo que postarei.
Beijos menina arteira!!!!!




12.12.14

Fé...esperança

Eu acho que se fuçar direito nesta Caixa de Pandora a Fé  também esta lá!!!
Porque a Esperança não consegue caminhar sozinha, ela precisa da Fé para caminhar.
Mesmo que a Fé seja em si próprio, ou na sua alma para quem acredita, nesta força e energia imensa que criou esta Natureza perfeita e nos deu gratuitamente para ser cuidada, e nós mesmos estamos destruindo com a falta de amor ao próximo e a ganância.
 Até em nome de DeuS que é o nome que eu dou a esta força suprema que mantem toda essa maravilha chamada Universo. 
Me desculpem mas ainda acho que a Esperança não sabe caminhar sozinha...



A Caixa de Pandora

A primeira mulher chamava-se Pandora. Foi feita no céu, e cada um dos deuses contribuiu com alguma coisa para aperfeiçoá-la. Vênus deu-lhe a beleza, Mercúrio, a persuasão, Apolo, a música etc.

 Assim dotada, a mulher foi mandada à Terra e oferecida a Epimeteu, que de boa vontade a aceitou, embora advertido pelo irmão para ter cuidado com Júpiter e seus presentes. Epimeteu tinha em sua casa uma caixa, na qual guardava certos artigos malignos, de que não se utilizara, ao preparar o homem para sua nova morada. Pandora foi tomada por intensa curiosidade de saber o que continha aquela caixa, e, certo dia, destampou-a para olhar.

Assim, escapou e se espalhou por toda a parte uma multidão de pragas que atingiram o desgraçado homem, tais como a gota, o reumatismo e a eólica, para o corpo, e a inveja, o despeito e a vingança, para o espírito.Pandora apressou-se em colocar a tampa na caixa, mas, infelizmente, escapara todo o conteúdo da mesma, com exceção de uma única coisa, que ficara no fundo, e que era a esperança.

 Assim, sejam quais forem os males que nos ameacem, a esperança não nos deixa inteiramente enquanto a tivermos, nenhum mal nos torna inteiramente desgraçados.

Thomas Bulfinch - O Livro de Ouro da Mitologia

25.11.14

Receita de conserva de gengibre - para artrite e baixar o colesterol.



O gengibre é fonte das vitaminas C, B3 e B6, além dos minerais cálcio, ferro, selênio e zinco.

Ele é muito bom no tratamento de diversos distúrbios de saúde, como náuseas, dores de cabeça, gripes, resfriados, diarreias, dores de estômago e de doenças reumáticas, especialmente osteoartrose e artrite reumatoide.

Além disso, tem ação bactericida, anti-inflamatória e termogênica.

A atividade termogênica do gengibre (ou seja, ele acelera o metabolismo) faz com que essa raiz seja uma importante aliada de quem busca um emagrecimento saudável.

Ele sacia a fome e queima gordura localizada.
E, por isso, é perfeito para a desintoxicação do organismo.
O gengibre ainda apresenta propriedades terapêuticas sobre o sistema digestivo, pois estimula a liberação de enzimas que promovem o esvaziamento do estômago.

E pesquisas já comprovaram o potencial dessa raiz para baixar o nível do colesterol.
Todas essas virtudes do gengibre podem ser aproveitadas de uma forma bem saborosa: consumindo a conserva de gngibre.
Esta receita é muito fácil de fazer.

CONSERVA DE GENGIBRE

Ingredientes

1/2 kg de gengibre sem casca

1 xícara de vinagre de arroz (se não tiver, pode substituir pelo de maçã)

3 colheres (sopa) de sal

1/2 xícara de açúcar mascavo

Modo de preparo

Corte o gengibre em fatias bem finas.

Ponha as fatias numa panela com água e cozinhe até que levante fervura.

Escorra a água e deixe esfriar.

Em outra panela coloque o vinagre, sal e açúcar e leve ao fogo até ferver.

Desligue e espere esfriar.

Quando tudo estiver frio, misture o gengibre com o líquido formado pelo vinagre, sal e açúcar.

Uma dica importante: o gengibre deve ficar totalmente imerso no vinagre.

Tampe e deixe curtir em temperatura ambiente por dois dias.

Depois, deve ser conservado em geladeira.

Validade: cerca de 6 meses.

Se a conserva for preparada com gengibre fresco, ficará mais saborosa.

Use-a em saladas, no arroz, como aperitivo ou como a imaginação mandar.

No entanto, depois de pronta, a conserva não pode ser cozida.

Fonte: acurapelanatureza.com.br

16.11.14

O QUE É LÚPUS?




Lúpus Eritematoso Sistêmico(LES)




O que é lúpus ? O lúpus eritematoso sistêmico(LES ou só lupus) faz parte de um grupo de doenças consideradas auto imunes.
Nesse grupo, encontramos tanto as colagenoses(artrite reumatóide, esclerose sistêmica, dermatomiosite etc.) que afetam o organismo de uma forma geral, como outras doenças mais localizadas, que afetam um só órgão como por exemplo, a tireoidite de Hashimoto.
Existem 2 formas principais de lúpus: - A primeira, é o lúpus cutâneo, que se manifesta através de manchas na pele, particularmente nas áreas que tomam sol(rosto, o "V" do decote, e nos braços). - A segunda forma, é a sistêmica, ou seja, aquela que pode causar sintomas em várias regiões do organismo, como as articulações(juntas), pleura(do pulmão), cabelos, rins etc.


O lúpus é uma doença rara ? Não. O lúpus pode ocorrer em pessoas de todas as idades, mas é mais freqüente em mulheres jovens, principalmente entre 15 e 40 anos de idade. Entre mulheres jovens, existe uma pessoa com lúpus para cada 2000 sem a doença. Se nós pensarmos em uma cidade grande como o Rio de janeiro, imagine quantas pessoas têm lúpus

Qual é a causa do lúpus ? Até hoje não se conhece uma causa específica para a pessoa desenvolver lúpus, mas sabe - se que existem fatores genéticos, hormonais e ambientais envolvidos. Algumas pessoas nascem com uma chance maior para desenvolver a doença. Dizemos que essas pessoas têm uma maior susceptibilidade para o LES. Por outro lado, está bem definido que o LES não é uma doença contagiosa. Sabe - se também que o LES não passa para o bebê, mesmo que a mulher engravide já tendo a doença.

Qual a importância de fatores emocionais no lúpus ? Os fatores emocionais têm importância em dois momentos diferentes na pessoa com LES. Muitas vezes, um fator emocional muito intenso como a perda de um parente próximo, ou uma separação desencadeia os sintomas da doença. Ao mesmo tempo, para a pessoa que já tem lúpus,emoções negativas podem provocar uma reativação da doença. Esses fatores não são no entanto a causa da doença, mas contribem para sua exacerbação(reativação).
Como é que o lúpus causa seus sintomas ? A causa exata ainda não conhecemos, mas como a doença causa seus sintomas, está bem estabelecido. Sabe - se por exemplo, que os sintomas do LES são decorrentes de uma inflamação e que essa inflamação é causada por anticorpos. Os anticorpos, são elementos do nosso organismo que ajudam a nos proteger contra infecções. Por outro lado, alguns desses anticorpos, principalmente se estiverem em grande quantidade, podem se fixar em determinados órgãos, provocando inflamação nesse local. Quando se fixam na pele causam manchas, que são inflamações na pele. Quando se localizam nos rins, causam inflamação nesse órgão, e assim por diante.


Quais são os sintomas do lúpus ? Como o lúpus acomete o sistema imunológico da pessoa, e esse sistema está presente em todos os órgãos, podem surgir problemas em vários locais. Alguns sintomas são gerais como a febre, emagrecimento, perda de apetite, desânimo e fraqueza. Outros, são sintomas localizados como a inflamação das articulações, que faz com que essas fiquem inchadas e doloridas. A inflamação na pleura ou no pericárdio(que são membranas que recobrem o pulmão e o coração) pode causar dor no peito, principalmente ao se respirar fundo.


Como é que é conviver com o LES ? O lúpus é uma doença crônica, assim como também o são a hipertensão, a insuficiência cardíaca, a diabetes, várias doenças intestinais, alergias e outras doenças reumatológicas. Todas as pessoas que têm essas doenças, necessitam um acompanhamento prolongado, mas isso não quer dizer que a doença vai estar sempre causando sintomas, ou impedindo a pessoa de viver sua vida, trabalhar fora ou cuidar dos filhos e da casa.
Quando a pessoa com lúpus, não aceita a existência da doença e não se concientiza que são necessárias algumas mudanças no dia a dia, as coisas ficam bem mais difíceis.
É verdade que ninguém quer ter problema algum, nem mesmo gripe. Mas o segredo de conviver bem com esse tipo de doença(as crônicas), é compreende - la, aceitar que ela surgiu em um determinado momento na nossa vida e principalmente ter certeza que sempre há muito a ser feito para torna - la "inativa".

Que cuidados devemos tomar durante o tratamento do LES ?
A evolução natural do lúpus, se caracteriza por períodos de maior e menor ätividade", que se traduz por uma quantidade maior ou menor de sintomas. Algumas situações são capazes de provocar reativação da doença como o uso de anticoncepcional com estrogênio, ou a exposição solar. As infecções, também podem contribuir para a reativação do lúpus.
O uso regular dos medicamentos auxilia na manutenção da doença sob controle, logo, o uso irregular dos corticóides, cloroquina, azatioprina etc... pode ser um fator que favorece a reativação da doença.

Será que da para ter uma vida normal com lúpus ? Nas fases de maior atividade podem surgir anemia e fraqueza para o trabalho, manchas na pele, dor nas articulações e mesmo "dor para respirar". Nesses períodos, o ideal é que a pessoa permaneça em repouso, afastada portanto das atividades profissionais e de casa.
Mas o lúpus também se caracteriza por apresentar fases de melhora, nas quais a pessoa pode ficar sem qualquer sintoma, ainda que utilizando os remédios. Nessas fases, podemos dizer que a pessoa tem vida praticamente normal.

Existe mais chance de infecções em quem tem lúpus ?
Como sabemos, o lúpus é uma doença que interfere com o sistema imunológico, que é o nosso sistema de defesa contra as infecções de uma forma geral. Este desequilibrio, facilita um pouco o aparecimento de infecções. Por outro lado, na maioria das vezes, as infecções nas pessoas com LES, são facilitadas pelo uso de alguns medicamentos que ao inibirem a produção excessiva de anticorpos, inibem alguns dos mecanismos naturais de defesa do nosso organismo.
As infecções mais comuns são as bacterianas como as de pele(furúnculos por ex.), urinárias(cistite) e pneumonias. Outras infecções também podem surgir como as micoses na pele(tinhas) e nas unhas.
Quando a pessoa está tomando doses altas de corticóides e principalmente quando também está em uso de outros remédios, como a ciclofosfamida e azatioprina, as chances de infecções são ainda maiores.
A atitude mais importante nesses casos, é manter o maior cuidado possível com a pele e higiene pessoal, bem como procurar seu médico logo que surgir um sinal de infecção como a febre.


A pessoa que tem lúpus pode engravidar ? Durante muito tempo os médicos acreditaram que quem tinha lúpus não poderia jamais engravidar. No entanto, já há cerca de um quinze anos, sabe - se que a gravidez não está proibida para as mulheres com lúpus, mas que ela deve ser programada. Quando a pessoa não está em fase de atividade da doença(e geralmente por período de pelo menos 6 meses), a gravidez pode ser programada.
Normalmente as pessoas com lúpus vão ter crianças normais. Por outro lado, devemos saber que existe uma pequena chance de ocorrer um abortamento, ou do bebê nascer prematuro ou com baixo peso. Apenas uma situação preocupa um pouco mais, que é a possibilidade de ocorrer um tipo de problema que determina batidas mais lentas do coração do bebê. Hoje em dia, já se sabe que esse tipo de problema está relacionado à presença de tipo de anticorpo no sangue da mãe(anticorpo anti Ro).



(POR DR MITTERMAYER SANTIAGO, Reumatolgista responsável pelo Núcleo de Reumatologia do Hospital Santa Izabel) Bahia.

25.10.14

Aprendendo a conviver com o Lobo...


Uma maneira interessante de explicar como você, lúpico, se sente.

Eu sempre quis encontrar uma maneira clara e objetiva de explicar como me sinto no meu dia a dia. Ou melhor, como me sinto nos dias em que não me sinto bem, apesar de não parecer doente. É uma coisa muito difícil de explicar. A pessoa olha pra você, te encontra coradinha, e fala “mas você parece tão saudável!”, quando na verdade tudo em você dói.

Encontrei recentemente a história de Christine Miserandino, e ela explicou através de uma teoria que chamou de “teoria da colher”. Achei sensacional, porque explica direitinho como é. O texto é longo, mas vale a pena ler. Você que tem lúpus, pode repassar para seus amigos, familiares. Você que é um amigo, familiar, pode entender melhor o lúpico. Já estou com minha “colher extra”, espero que você também! Bjos Enjoy!





Foto: Heartfilledminds



A Teoria da Colher


Minha melhor amiga e eu estávamos conversando na cafeteria. Como sempre, era muito tarde e estávamos comendo batata frita com molho. Como garotas normais da nossa idade, nós passávamos muito tempo na cafeteria da faculdade, e a maior parte do tempo passávamos falando sobre garotos, música ou coisas triviais, que pareciam muito importante para nós naquele tempo. Não levávamos nada a sério e passávamos a maior parte do tempo rindo.

Enquanto tomava o meu remédio com um lanche, como costumava fazer, ela me olhou fixamente de maneira estranha, ao invés de continuar com a conversa. Então ela me perguntou, do nada, como eu me sentia tendo lúpus e estando doente. Eu fiquei chocada, não só pelo fato dela ter feito a pergunta casual, mas também porque eu presumi que ela sabia tudo sobre lúpus. Ela foi comigo aos médicos, me viu andar com uma bengala, e vomitar no banheiro. Ela me viu chorar de dor, o que mais ela queria saber?

Eu comecei a divagar sobre pílulas, e dores, mas ela continuou insistindo, e não se sentia satisfeita com minhas respostas. Eu estava um pouco surpresa, já que ela era minha colega de quarto na faculdade e amiga por anos; eu pensei que ela já sabia a definição médica de lúpus. Então ela olhou para mim com a cara que toda pessoa doente conhece bem, a cara de pura curiosidade sobre algo que uma pessoa saudável não pode realmente entender. Ela perguntou como me sentia, não fisicamente, mas como eu me sentia sendo eu, estando doente.


Foto: Heartfilledminds



Enquanto eu tentava me manter calma, eu olhei ao redor da mesa atrás de ajuda, ou orientação, ou atrás de ganhar tempo para pensar. Eu estava tentando achar as palavras certas. Como eu respondo a uma pergunta que nunca consegui responder a mim mesma? Como eu explico em detalhes todos os dias sendo afetados, e passar as emoções que uma pessoa doente passa. Eu podia ter desistido, contado uma piada como geralmente faço, e mudar de assunto, mas eu lembro de pensar que se eu não tentasse explicar, como poderia esperar que ela entendesse. Se não consigo explicar para minha melhor amiga, como explicar meu mundo para outra pessoa? Eu tinha que ao menos tentar.

Naquele momento, a teoria da colher nasceu. Rapidamente peguei todas as colheres da mesa; peguei todas as colheres das outras mesas também. Eu olhei em seus olhos e disse “Aqui está, você tem lúpus.” Ela olhou para mim um pouco confusa, assim como qualquer pessoa ficaria se recebesse um buquê de colheres. O tinir do frio metal das colheres em minhas mãos, enquanto as reunia e passava para as mãos dela.

Eu expliquei que a diferença entre estar doente e estar saudável é ter que fazer escolhas ou ter que pensar conscientemente sobre as coisas enquanto que o resto do mundo não precisa. A pessoa saudável tem o privilégio de ter uma vida sem escolhas, uma dádiva que muitos não levam em consideração.

Muitas pessoas começam o dia com possibilidades ilimitadas, e energia para fazer o que quer que desejem, especialmente os mais jovens. Para a maioria, não precisa se preocupar com os efeitos de suas ações. Então para transmitir minha explicação eu utilizei as colheres. Eu queria algo que ela segurasse, para que eu tirasse dela, já que a maioria das pessoas que está doente, sentem uma “perda” de uma vida que antes tiveram. Se eu estivesse com o controle de tirar as colheres, então ela saberia como se sentiria em ter algo, neste caso, lúpus, em controle da situação.

Ela segurou as colheres com animação. Ela não entendeu o que eu estava fazendo, mas ela estava sempre pronta para um bom momento, então eu acho que ela pensou que eu estava brincando, como geralmente faço quando falo de tópicos sensíveis. Mal sabia ela o quão séria eu estava.

Eu pedi que ela contasse as colheres. Ela perguntou porquê, e eu expliquei que quando você está saudável você espera ter um estoque infinito de “colheres”. Mas quando você tem que planejar seu dia, você precisa saber exatamente quantas “colheres” você está começando. Não existe garantia, você pode perder alguma no caminho, mas pelo menos ajuda a saber onde está começando. Ela contou 12 colheres. Ela deu risada e disse que queria mais. Eu disse que não, e sabia logo que este pequeno jogo iria dar certo, quando ela olhou para mim desapontada, e eu ainda nem havia começado. Eu sempre quis mais “colheres” por anos e não encontrei uma forma de conseguir, porque ela poderia ter? Eu também disse para ela ter consciência de quantas colheres ela tinha, e não deixar cair porque ela nunca pode esquecer de que tem lúpus.

Pedi para ela listar suas tarefas do dia, incluindo a mais simples. Enquanto falava suas atividades diárias, ou coisas legais de se fazer; eu expliquei como cada uma custaria uma colher. Quando disse que logo se arrumaria para trabalhar, como sua primeira tarefa do dia, eu interrompi e tirei uma colher. Eu praticamente pulei em seu pescoço. Eu disse “Não! Você não se levanta apenas. Você tem que abrir os olhos, e então se tocar que está atrasada. Você não dormiu bem na noite passada. Você tem que rastejar para fora da cama, e então você tem que preparar algo para comer antes de fazer qualquer coisa, porque se não fizer, você não pode tomar seus remédios, e se não tomar seus remédios você pode desistir de todas as colheres do dia e do dia seguinte também.” Rapidamente tirei uma colher e ela percebeu que ainda nem tinha se trocado. Tomar banho custou uma colher, só por lavar o cabelo e depilar as pernas. Alcançando altos e baixos tão cedo de manhã custaria mais de uma colher, mas resolvi lhe dar um desconto; não queria assustá-la de cara.

Trocar de roupa custou outra colher. Eu a interrompi e detalhei cada tarefa para mostrá-la como cada pequeno detalhe precisa ser pensado. Você não pode simplesmente pegar qualquer roupa quando se está doente. Eu expliquei que eu tenho que ver quais roupas eu posso fisicamente me vestir, se minhas mãos doem, botões estão fora de cogitação. Se eu estiver com alguma roxidão na pele, preciso usar manga longa, se estiver com febre preciso usar um agasalho para me manter aquecida e assim por diante. Se meu cabelo estiver caindo, preciso passar mais tempo para parecer apresentável, e então você precisa de mais 5 minutos por se sentir mal por ter passado 2 horas para fazer tudo isso.

Eu acho que ela estava começando a entender quando teoricamente ela ainda nem havia chegado ao trabalho, e lhe restavam 6 colheres. Eu então expliquei que ela precisava escolher o resto do dia sabiamente, já que quando suas “colheres” esgotarem, acabou. Às vezes você pode pegar emprestado as “colheres” do dia seguinte, mas imagine como será difícil um dia com menos “colheres”. Eu também precisei explicar que uma pessoa que sempre está doente vive com um pensamento constante que amanhã pode ser o dia que terei um resfriado, ou uma infecção, ou um número de coisas que podem ser perigosas. Então você não quer ficar com poucas “colheres”, porque você nunca sabe quando realmente irá precisar delas. Eu não queria deixá-la deprimida, mas precisava ser realista, e infelizmente estar preparada para o pior faz parte de um dia real para mim.

Nós repassamos o resto do dia, e ela aos poucos entendeu que pular o almoço lhe custaria uma colher, assim como esperar em pé o trem, ou até digitar por muito tempo em seu computador. Ela foi forçada a fazer escolhas e pensar sobre as coisas diferentemente. Hipoteticamente, ela teve que escolher em não fazer pequenas tarefas para que pudesse jantar a noite.

Quando chegamos ao final do seu dia de mentirinha, ela disse que estava com fome. Eu resumi que ela teria que jantar, mas que ela tinha apenas uma colher de sobra. Se fosse cozinhar, ela não teria energia suficiente para lavar os pratos. Se fosse comer fora, ela poderia estar muito cansada para dirigir de volta para casa. Então também expliquei que nem me preocupei em adicionar isso ao jogo, que ela estaria tão enjoada, que cozinhar estava fora de cogitação. Então ela escolheu fazer uma sopa, era mais fácil. Então disse que eram apenas 7 horas, você tem o resto da noite, mas talvez termine com uma colher, então você pode fazer algo divertido, ou limpar o apartamento, ou realizar algumas atividades, mas não pode fazer tudo.

Eu raramente a vejo emotiva, então quando a vi chateada eu sabia que a estava alcançando. Não queria que minha amiga ficasse chateada, mas ao mesmo tempo, eu estava feliz em saber que finalmente alguém me entendeu um pouquinho. Ela tinha lágrimas nos olhos e perguntou baixinho “Christine, como você consegue? Você realmente faz isso todos os dias?” Eu expliquei que alguns dias são piores que outros; alguns dias eu tenho mais colheres que outros. Mas eu nunca posso esquecer, nem deixar pra lá, eu sempre tenho que lembrar. Eu entreguei uma colher que estava guardando de reserva. Eu simplesmente disse, “Eu aprendi a viver com uma colher extra no meu bolso de reserva. Você precisa estar sempre preparada.”

É difícil, a coisa mais difícil que tive que aprender foi desacelerar e não fazer tudo. Ainda luto com isso. Odeio me sentir excluída, ter que escolher ficar em casa, ou não ter as coisas feitas do jeito que gostaria que fossem feitas. Eu queria que ela sentisse essa frustração. Eu queria que ela entendesse, que tudo que todos fazem acontece tão fácil, mas para mim são cem pequenos trabalhos em um. Eu preciso pensar sobre o clima, minha temperatura naquele dia, e todo o plano do dia antes de atacar qualquer coisa. Enquanto outras pessoas podem simplesmente fazer as coisas eu tenho que atacar e fazer planos como se eu estivesse planejando estrategicamente uma guerra. É neste estilo de vida, a diferença entre estar doente e estar saudável. É a linda habilidade de não pensar e só fazer. Eu sinto falta desta liberdade. Eu sinto falta de não ter que contar minhas “colheres”.

Depois que ficamos emotivas e falamos sobre isso por um tempinho mais, eu senti que ela estava triste. Talvez ela finalmente tenha entendido. Talvez ela tenha percebido que ela nunca poderia honestamente e sinceramente dizer que entendeu. Mas ao menos ela poderá não reclamar mais quando eu não puder sair para jantar em algumas noites, ou quando não posso ir até sua casa e ela tem que vir até a minha. Eu dei um abraço quando saímos do jantar. Eu tinha uma colher na minha mão e eu disse “Não se preocupe. Eu vejo isso como uma bênção. Eu nunca me forcei a pensar sobre tudo que eu faço. Você sabe quantas colheres as pessoas desperdiçam por dia? Eu não tenho espaço para tempo perdido, ou “colheres” perdidas e eu escolhi passar esse tempo com você.”

Desde aquela noite, eu uso a teoria da colher para explicar minha vida para as pessoas. Na verdade minha família e amigos se referem a colheres o tempo todo. Tem sido uma palavra código para o que posso ou não posso fazer. Uma vez que entendida a teoria das colheres as pessoas costumam me entender melhor, mas também penso que eles vivem suas vidas um pouco diferente também. Eu acho que não só é boa para entender o lúpus, mas para qualquer pessoa que esteja lidando com qualquer doença. Eu dou um pedaço de mim, em todo sentido do mundo quando faço qualquer coisa. Se tornou uma brincadeira interna. Fiquei famosa em dizer às pessoas brincando que elas deviam se sentir especiais quando eu passo um tempo com elas porque elas ficaram com uma de minhas “colheres”.

© 2003 por Christine Miserandino Butyoudontlooksick.com
“The Spoon Theory” http://www.butyoudontlooksick.com/the_spoon_theory

17.10.14

Reflexão...

Tenham um excelente fim de semana!




Certa vez, um homem pediu a Deus 
uma flor... e uma borboleta. 
Mas Deus lhe deu um cacto... e uma lagarta. 
O homem ficou triste pois não entendeu 
o porque do seu pedido vir errado. 
Daí pensou : Também, com tanta gente para atender... E resolveu não questionar. 
Passado algum tempo, o homem foi verificar o pedido que deixara esquecido. 
Para sua surpresa, do espinhoso e feio cacto havia nascido a mais bela das flores. 
E a horrível lagarta transformara-se 
em uma belíssima borboleta. 
Deus sempre age certo. 
O Seu caminho é o melhor, mesmo que aos nossos olhos pareça estar dando tudo errado. 
Se você pediu a Deus uma coisa 
e recebeu outra, confie. 
Tenha a certeza de que Ele sempre dá o que 
você precisa, no momento certo. 
Nem sempre o que você deseja... 
é o que você precisa. 
Como Ele nunca erra na entrega de seus pedidos, siga em frente sem murmurar ou duvidar. 
O espinho de hoje... será a flor de amanhã !


29.9.14

Mais modelitos e poesia...

As vezes fico prestando atenção e vejo que toda menina quando pequenina quer ser bailarina. Acho que ja nasci com algum parafuso faltando...gostava de brincar que era cantora e queria ser roqueira com os cabelos repicados e coloridos, no meu tempo de criança isso não era muito normal, mas sempre gostei de bonecas.












A bailarina


Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá

Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.

Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.

Cecília Meireles

26.9.14

São Cosme e São Damião




Os gêmeos nasceram em Egeia agora Ayas, no Golfo do İskenderu, e tinham outros três irmãos. O pai foi mártir durante a perseguição dos cristãos na era de Diocleciano. Cosme e Damião eram médicos que curavam os enfermos não só com seu saber mas através de milagres propiciados por suas orações. Seus nomes verdadeiros eram Acta e Passio.

Os gêmeos praticavam a medicina em Egeia e alcançaram, por isso, grande reputação. Não aceitavam nenhum pagamento por seus serviços e foram por isso chamados de anargiras . Dessa forma, eles trouxeram muitos novos adeptos para a fé católica. Quando a perseguição de Diocleciano começou, o prefeito Lísias mandou prender Cosme e Damião e ordenou-lhes que se retratassem. Eles se mantiveram constantes sob tortura e de forma milagrosa não sofriam nenhum ferimento por água, fogo, ar, nem mesmo na cruz, até que foram decapitados por uma espada. Seus três irmãos, Antimo, Leôncio e Euprepio também morreram como mártires com eles. A execução ocorreu em 27 setembro, provavelmente entre 287/303.

Mais tarde, surgiu uma série de relatos fabulosos sobre os gêmeos ligadas em parte às suas relíquias. Os restos mortais dos mártires estavam enterrados na cidade de Ciro, na Síria; o imperador Justiniano I (527-565) suntuosamente restaurou a cidade em sua honra, depois de ter sido curado de uma doença perigosa por intercessão de Cosme e Damião. Justiniano reconstruiu e decorou a igreja dos mártires em Constantinopla, que veio a se tornar um lugar famoso de peregrinação. Em Roma, o Papa Félix IV (526-530) edificou uma igreja em sua honra. 

A Igreja grega celebra a festa dos santos Cosme e Damião em 1 de Julho, 17 de Outubro e 1 de Novembro e venera três pares de santos com o mesmo nome e profissão. Cosme e Damião são considerados os patronos dos médicos e cirurgiões e por vezes são representados por emblemas médicos. Eles são invocados no Cânon da Missa e na Ladainha de Todos os Santos.

22.9.14

Nhoque de mandioquinha com molho de carne seca...



Reza a lenda que para atrair sorte e a fartura em nossa cozinha, é necessário comer no dia 29 e colocar uma nota embaixo do prato. Detalhe comer os sete primeiros pedaços em pé.


 Massa:
4 mandioquinhas grandes (cerca de 800g)
3 colheres (sopa) de queijo ralado
1 colher (sopa) cheia de margarina
farinha de trigo até o ponto de enrolar,aproximadamente 1 xícara
sal a gosto

Molho:
300g de carne seca cozida e desfiada
2 dentes de alho
1 cebola pequena picada
orégano e cebolinha 
1 cubo de caldo de carne
1 sachê de extrato de tomate 
2 colheres (sopa) de óleo ou azeite
Queijo parmesão ralado para polvilhar

Modo de preparo

Em uma frigideira coloque o azeite, o alho e a cebola picada e deixe dourar, acrescente a carne seca e o sachê de extrato de tomate,orégano,cebolinha, caldo de carne e deixe refogar por uns 3 minutos. Em outra panela aqueça a água até de  ferver, após ela ferver adicione um fio de azeite e uma pitada de sal e insira a massa, deixe cozinhar até ficar al dente. Em seguida acrescente o nhoque de mandioquinha no molho que está na frigideira e sirva em um prato fundo, salpique queijo parmesão a gosto.

21.9.14

Vamos cultivar o hábito da leitura em nossas crianças.

Sabe; me identifiquei com esta historia tenho um pouco de bruxa de velha e  de louca... rs..rs...rs....
Talvez não tão feia, também gosto de fiar (fazer meu crochezinho) e com isso posso unir o útil ao agradável, fazendo também roupinhas de bonecas que me da  a oportunidade de brincar com as que eu não tive quando era menina e aumentar o orçamento... literalmente brincando!


DONA FEIA

Dona Feia vivia num casebre rodeado de milharal. Os habitantes do povoado chamavam-na de bruxa, velha e louca. Certo dia, um caixeiro-viajante conhece Dona Feia e seu ofício - ela fazia lindas bonecas de palha. Encantado, ele as levou para vender. Tempos depois, retorna com sorrisos e grande pedido. O povoado, que padecia com seca avassaladora, descobre que fazendo bonecas pode driblar a seca, Dona Feia, de bruxa vira fada, e sem os preconceitos ganha novo nome - Dona Fia. A fiandeira mais famosa do sertão. 

Autor(es): Anderson de Oliveira
Ilustrador(es): Walter Lara









8.9.14

Vestido de boneca e poesia...

Este vestidinho de noiva moderna foi feito para a amiguinha Laura.














Onde está meu quintal

amarelo e encarnado,

com meninos brincando

de chicote-queimado,

com cigarra nos troncos

e formigas no chão,

e muitas conchas brancas

dentro da minha mão?

E Júlia e Maria

e Amélia onde estão?

Onde está meu anel

e o banquinho quadrado

e o sabiá na mangueira

e o gato no telhado?

– e a moringa de barro,

e o cheiro do alvo pão?

E tua voz, Pedrina,

sobre o meu coração?

Em que altos balanços

se balançarão?…

 (Cecília Meireles)


1.9.14

Setembro...

Que setembro traga junto com a primavera muitas bençãos para todos nós. Beijokkinhas no coração!


Simples...fácil e bonito

 Adorei este trabalho olhando de primeira vista parece ser complicado, mas é muito simples e gostoso de fazer. Pensei em  usa-lo como aplicação em camisetas, o passo a passo você encontra aqui.















18.8.14

Alimentação Saudável Também Vale Para Animais de Estimação

Vida longa aos nossos filhotes peludinhos com comida saudável, meu Ozzy adora arroz,frango,cenoura,maçã,mexirica é um gulosinho.Para quem tiver interesse em saber mais a respeito acessem o site  http://www.cachorroverde.com.br é muito bom.Bjks






16.8.14

Movimento: Valorize Artesa do Brasil by Tita Carre

Eu participo!
 Porque já senti na pele o discaso pelo nosso trabalho.


Clique no link abaixo e participe

http://www.titacarre.com/2014/08/movimento-valorize-artesa-do-brasil.html

2.8.14

Amores



Chuva...
Frio...
Insônia..
Reflexão...sons da chuva sobre a natureza no breu da madrugada.
Meus amores dormem, cada qual embalado pela sinfonia de suas mentes.
E conforme a música, suas almas dançam no silêncio da noite.
Desde o meu amor mais antigo ao meu amor mais novo, que pulsa dentro do ventre amado e prepara-se para sua chegada ao som das batidas do coração do seu amor eterno chamado mãe e filha. E esta confusa luta de um ser, entre o sentimento de chegar e partir que é a única certeza que temos de tudo: e em meio a esta lacuna entre o chegar e o partir que chamamos "vida" e que nos ensina a crescer e discernir entre a sanidade e a loucura, muitas vezes gostaríamos de ser loucos, para não ter que nesta caminhada ver estes amores eternos se ir. Então  a insônia e a insanidade me fazem companhia em madrugadas de reflexão...
- Que bom o dia já esta amanhecendo!
-Até breve meninas...
                                                                                                  Cida Lopes

23.7.14

Roupas de boneca...




A Boneca - (Olavo Bilac)


Deixando a bola e a peteca, 
Com que inda há pouco brincavam, 
Por causa de uma boneca, 
Duas meninas brigavam.

Dizia a primeira: "É minha!" 
— "É minha!" a outra gritava; 
E nenhuma se continha, 
Nem a boneca largava.

Quem mais sofria (coitada!) 
Era a boneca. Já tinha 
Toda a roupa estraçalhada, 
E amarrotada a carinha.

Tanto puxaram por ela, 
Que a pobre rasgou-se ao meio, 
Perdendo a estopa amarela 
Que lhe formava o recheio.

E, ao fim de tanta fadiga, 
Voltando à bola e à peteca, 
Ambas, por causa da briga, 
Ficaram sem a boneca ...














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