30.1.13

Tome uma xícara de chá



Uma historieta Zen:

Joshu, um mestre Zen, perguntou a um novo monge do mosteiro: “Já o vi antes?”
O novo monge respondeu: “Não, senhor.”
Joshu disse: “Tome uma xícara de chá.”
Joshu, então, voltou-se para um outro monge: “Já o vi por aqui antes?”
O segundo monge respondeu: “Sim, senhor, é claro que sim.”
Joshu disse: “Então tome uma xícara de chá.”
Mais tarde, o monge administrador do mosteiro perguntou a Joshu: “Como é que o senhor faz o mesmo oferecimento de chá para qualquer resposta?”
Diante disso, Joshu gritou: “Administrador, o senhor ainda está aqui?”
O administrador respondeu: “É claro, mestre.”
Joshu disse: “Então, tome uma xícara de chá.”

A história é simples, mas difícil de ser entendida. É sempre assim. Quanto mais simples a coisa, mais difícil de ser entendida. Para se entender, algo complexo é necessário. Para entender, você tem de dividir e analisar. Uma coisa simples não pode ser dividida e analisada – não há nada para se dividir e analisar – a coisa é tão simples. O mais simples sempre escapa à compreensão.

É por isso que Deus não pode ser compreendido. Deus é a coisa mais simples, absolutamente a coisa mais simples possível. O mundo pode ser compreendido; ele é muito complexo. Quanto mais complexa é a coisa, mais a mente pode trabalhar nela. Quando a coisa é simples não há nada para queimar as pestanas, a mente não pode funcionar.

Os lógicos dizem que qualidades simples são indefiníveis. Por exemplo: alguém lhe pergunta o que é amarelo. É uma qualidade tão simples, a cor amarela, como você a definirá? Você dirá: “Amarelo é amarelo.” O homem dirá: “Isso eu sei, mas qual a definição de amarelo?” Se você diz que amarelo é amarelo, você não está definindo, você está simplesmente repetindo a mesma coisa novamente. É uma tautologia.


G. E. Moore, uma das mentes mais penetrantes deste século, escreveu um livro entitulado Principia Ethica. O livro inteiro resume-se a um esforço muito persistente para definir o que é o bem. Fazendo esforços em todas as direções, em duzentas ou trezentas páginas – e duzentas, trezentas páginas de G. E. Moore valem três mil páginas de qualquer outro –, ele chegou à conclusão de que o bem é indefinível. O bem não pode ser definido – é uma qualidade tão simples.

Quando algo é complexo, há muitas coisas ali; você pode definir uma coisa em função de uma outra que esteja presente ali. Se eu e você estivermos numa sala e você me perguntar “Quem é você?”, eu poderei, pelo menos, dizer que eu não sou você. Esta será minha definição, a indicação. Mas se eu estiver sozinho numa sala e eu me fizer a pergunta “Quem sou eu?”, a pergunta ressoará, mas não haverá resposta. Como definir?

É por isso que se perde Deus. O intelecto nega-o, a razão diz não. Deus é o denominador mais simples da existência – o mais simples e o mais básico. Quando a mente para, não há nada diferente de Deus – assim, como definir Deus? Ele está sozinho na sala. É por isso que as religiões tentam dividir, pois assim torna-se possível uma definição. Eles dizem: “Este mundo não é isso; Deus não é o mundo, Deus não é matéria, Deus não é corpo, Deus não é desejo.” Essas são formas de definir.

Você tem de colocar alguma coisa em oposição a alguma coisa, então uma fronteira pode ser desenhada. Como estabelecer uma fronteira se não há um vizinho? Onde colocar a cerca de sua casa se não existe vizinhança? Se não há ninguém além de você, como você pode cercar sua casa? A fronteira de sua casa baseia-se na presença de seu vizinho. Deus é sozinho, ele não tem vizinhos. Onde ele começa? Onde ele acaba? Em lugar nenhum.

Como você pode definir Deus? Exatamente para definir Deus, o Diabo foi criado. Deus não é o Diabo – pelo menos esse tanto pode ser dito. Você pode não ser capaz de dizer o que é Deus, mas você pode dizer o que ele não é: Deus não é o mundo.

Eu estava lendo um livro de um teólogo cristão. Ele diz que Deus é tudo exceto o mal. Isso, também, é suficiente para definir. Ele diz: “Tudo, exceto o mal” – esse tanto estabelecerá uma fronteira. Ele não está consciente de que se Deus é “tudo”, então, de onde vem esse mal? Ele deve estar vindo de “tudo”.

Caso contrário, há alguma outra fonte de existência além de Deus, e essa outra fonte de existência torna-se equivalente a Deus. Então, o mal nunca poderá ser destruído; tem a sua própria fonte de existência. Então, o mal não é dependente de Deus; assim, como Deus pode destruí-lo? Deus não o destruirá. Uma vez que o mal seja destruído, Deus não poderá ser definido.

Para defini-lo, ele precisa que o Diabo esteja sempre lá, ao lado dele. Os santos precisam dos pecadores, de outra forma eles não existiriam. Como você saberia quem é um santo? Todo santo precisa de pecadores à sua volta; esses pecadores fazem a fronteira.

A primeira coisa a ser entendida é que coisas complexas podem ser entendidas, coisas simples não podem. Uma coisa simples fica só.

Essa historieta Zen sobre Joshu é muito simples. É tão simples que escapa a você: você tenta pegá-la, você tenta capturá-la, ela escapa. Ela é tão simples, que sua mente não pode trabalhar sobre ela. Tente sentir a história. Eu não direi tente entender, porque você não poderá entendê-la. Tente sentir a história. Muitas coisas estão ocultas dentro dela, se você tentar senti-las. Se você tentar entendê-la, não haverá nada nela – toda a historieta é absurda.


Osho, em A Bird on the Wing

9.1.13

Reflexão...



A NOTA DE R$ 100,00

Um famoso palestrante Daniel Grodri, o cara é muito bom, começou um seminário numa sala com 200 pessoas, segurando uma nota de R$ 100,00.
Ele perguntou:
“Quem de vocês quer esta nota de R$ 100,00?”
Todos ergueram a mão..
Então ele disse:



“Darei esta nota a um de vocês esta noite, mas primeiro, deixem-me fazer isto...” Então, ele amassou totalmente a nota.
E perguntou outra vez: “Quem ainda quer esta nota?”
As mãos continuavam erguidas. E continuou: “E se eu fizer isso...” Deixou a nota cair no chão, começou a pisá-la e esfregá-la. Depois, pegou a nota, agora já imunda e amassada e perguntou:
“E agora?” “Quem ainda vai querer esta nota de R$ 100,00?” Todas as mãos voltaram a se erguer. O palestrante voltou-se para a platéia e disse que lhes explicaria o seguinte:
 “Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês continuaram a querer esta nota, porque ela não perde o valor.
Esta situação também acontece conosco. Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos nos sentindo sem importância. Mas não importa, jamais perderemos o nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, magros ou gordos, altos ou baixos, nada disso importa! Nada disso altera a importância que temos. O preço de nossas vidas, não é pelo que aparentamos ser, mas pelo que fizemos e sabemos.”

Os aplausos vão-se embora. Os troféus ficam cheios de pó. Os vencedores são esquecidos.

As pessoas que marcam a nossa vida não são as que têm as melhores credenciais, com mais dinheiro, ou os melhores prêmios.
São aquelas que se preocupam conosco, que cuidam de nós, aquelas que, de algum modo, estão ao nosso lado.

7.1.13

TERCEIRO SORTEIO MARAVILHAS DO CROCHE EM PARCERIA COM A CÍRCULO.

Clique no link abaixo:


http://maravilhasdocroche.blogspot.com.br/2012/12/terceiro-sorteio-maravilhas-do-croche.html


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...