23.4.19

Meus coelhinhos - Amigurumi

Nunca é tarde para aprender novas técnicas,  comecei  com as santinhas agora estou experimentando novos bichinhos, espero que gostem! 








O significado da palavra Amigurumi.

Amigurumi (あみぐるみ) provavelmente nasceu da junção das palavras “Ami” (編み), que tem vários significados, entre eles, “tricô” ou “malha” e “Nuigurumi” (ぬいぐるみ) significa “bichos de pelúcia”.
 Ou seja, Amigurumi significa ao pé da letra “bichos de pelúcia de tricô”.

Apesar de Aminomo (編み物) significar tricô ou malha, o Amigurumi pode ser feito com técnicas de tricô ou de crochê. 
Além da linha de crochê ou novelo de lã, outros materiais são usados como algodão para compor o recheio. 
Os olhinhos podem ser botões, aqueles de plástico que imitam olhos de verdade ou fazer com a própria linha mesmo.

A cabeça, o tronco e os membros geralmente possuem formas esféricas ou cilíndricas. 
Em alguns casos, arames são usados nas articulações para manter o boneco em posições específicas. 
O amigurumi pode adquirir diversas formas, mas costuma-se enfatizar a cabeça e os olhos, que geralmente são maiores em relação ao resto do corpo.

Os amigurumis tem tamanhos variados, mas geralmente tem entre 10 e 30cm.

3.4.19

Só para os gatinhos...



Ratinhos feitos com embalagem de kinder ovo, e duas perolas dentro.
Eles vão adorar o barulhinho, e você aproveita os restinhos de linhas!





O Ratinho das Amoras


O Ratinho vivia na sua casinha no campo.

Gostava muito dela porque era quente e aconchegada e tinha o tamanho ideal para um ratinho.

Mas, do que gostava mais nela, era o enorme arbusto de amoras que tinha no jardim, e que todos os anos dava uma colheita abundante de belos frutos maduros e sumarentos.

Certo Verão, as amoras do Ratinho ainda eram maiores e mais sumarentas do que habitualmente. Começou a colhê-las e já estava transpirado e cansado quando o Pardal apareceu.

— Que belas amoras! Posso comer algumas? — chilreou o Pardal.

— São todas minhas — respondeu o Ratinho. — Vai-te embora.

— Não precisas de falar assim — disse o passarinho voando para longe.

As patas do Ratinho já lhe doíam devido ao trabalho, quando reparou no Esquilo encostado ao portão.

— Dás-me algumas dessas amoras suculentas? — perguntou o Esquilo.

— Se tas der, ficarei com menos para mim — replicou o ratinho.

Assim o Esquilo foi embora de mãos a abanar.

Tinha o Ratinho parado para descansar das suas tarefas, quando a Coelha apareceu aos saltos.

— Essas amoras têm um aspecto apetitosíssimo — disse ela.

— E são – respondeu o Ratinho. — E vou comê-las todinhas.

— Então é mais que certo que vais ficar doente — respondeu a Coelha, virando-lhe as costas.

O sol estava muito quente e o Ratinho estava a ficar estafado.

Daí a pouco começou a cabecear de sono. Não reparara que havia alguém a espiá-lo.

Era o Senhor Raposo…

Quando viu que o Ratinho estava a dormir, esgueirou-se pelo portão e avançou devagarinho até conseguir chegar perto do cesto das amoras. Já se afastava quando CRAC ! Pisou um ramo seco.

O Ratinho acordou sobressaltado.

— Essas amoras são minhas — guinchou ele.

— Experimenta tirar-mas — riu-se o Senhor Raposo. — Vão ser-me bem úteis hoje ao chá.

O Ratinho não se surpreendeu por nenhum dos seus amigos o ter avisado de que o Raposo andava por fora naquele dia.

— Afinal — pensou — porque é que haviam de me ajudar, se eu não quis partilhar as minhas amoras com eles?

Então aconteceu uma coisa muito estranha. Uma bolota acertou na cabeça do Raposo!

PIMBA! E mais outra, PIMBA!

E outra e outra e mais outra. PIMBA! PIMBA! PIMBA!

O Raposo largou o cesto das amoras e fugiu a sete pés!

O Ratinho olhou para cima para ver de onde tinham vindo as bolotas. E quem acham vocês que ele viu no alto do velho carvalho?

Viu o Esquilo e o Pardal e a Coelha.

— Não podíamos deixar o senhor Raposo roubar as tuas amoras — disse o Esquilo.

— Apesar de não teres querido dividi-las connosco — acrescentou o Pardal.

O Ratinho sentiu-se muito envergonhado. Depois teve uma ideia…

Nessa tarde convidou todos os amigos para a festa das amoras. Trabalhou todo o dia a prepará-la.

Havia sumo de amora, compota de amora, geleia de amora, torta de amora e muitos outros doces de amora.

Os outros animais disseram que estava tudo delicioso.

— Afinal — disse Ratinho — talvez as amoras saibam melhor quando as partilhamos.


Matthew Grimsdale

18.1.19

A samambaia e o bambu.

Uma fábula que você deve ler quando passar por um momento difícil.

.


‘A samambaia e o bambu’ é uma fábula que fala de um homem que passava por uma fase ruim. Ele era carpinteiro e, antes, tudo estava indo muito bem. Tudo começou a piorar quando uma grande empresa que fabricava móveis chegou à sua cidade. Tinham muito dinheiro, excelentes máquinas e muitos funcionários. Logo, se tornou uma verdadeira sensação no lugar.

A fábrica fazia os móveis em tempo recorde. Também os elaborava com muita qualidade. Para piorar as coisas, os vendia a preços mais baixos do que o carpinteiro. As coisas começaram a piorar para ele. Em apenas alguns meses, soube que estava no caminho da falência. Isso o angustiou.

“Devemos aceitar a decepção finita, mas nunca perder a esperança infinita”.  -Martin Luther King-

Para piorar as coisas, ele também começou a ter dificuldades com sua esposa. Ela era professora de escola e seu salário não era suficiente para sustentar os três filhos que tinham. O carpinteiro tentou encontrar um novo emprego, mas não conseguia. Sua esposa o recriminou e isso acabou afetando também as crianças, que começaram a ter problemas com suas notas nos estudos.

O carpinteiro da nossa história estava verdadeiramente desesperado. Tinha cada vez menos dinheiro. Também menos energia e menos otimismo. Sua mente começou a se fechar. Não via uma saída. A única coisa que lhe ocorreu um dia foi dar um passeio em uma floresta próxima, para tentar colocar suas ideias em ordem. Estava a ponto de conhecer os segredos da samambaia e do bambu.

Caminho em floresta

Havia caminhado por meia hora pela floresta, quando conheceu um gentil ancião que o cumprimentou. Ele tinha uma casa humilde e, ao ver o carpinteiro, convidou-o para tomar chá. Ele notou a preocupação em seu rosto e perguntou o que estava errado. O carpinteiro contou-lhe seus infortúnios, enquanto o ancião o ouvia atenta e calmamente.

Quando terminaram de tomar o chá, o ancião convidou o carpinteiro para ir a um esplêndido terreno nos fundos da casa. Ali estavam a samambaia e o bambu, ao lado de dezenas de árvores. O ancião pediu-lhe para observar as duas plantas e disse-lhe que precisava contar uma história.

A história prometida: a samambaia e o bambu

O carpinteiro estava muito interessado no que o ancião tinha para lhe dizer. Então ele começou a história. Ele disse: “Há oito anos peguei algumas sementes e plantei a samambaia e o bambu ao mesmo tempo. Eu queria que ambas as plantas crescessem no meu jardim, porque as duas são muito reconfortantes para mim. Coloquei todo o meu esforço para cuidar de ambas como se fossem um tesouro”.

Floresta de bambu

“Pouco tempo depois, percebi que a samambaia e o bambu respondiam de maneira diferente aos meus cuidados. A samambaia começou a brotar e em poucos meses tornou-se uma planta majestosa que enfeitava tudo com sua presença. O bambu, por outro lado, continuava debaixo da terra, sem mostrar sinais de vida“.

O ancião continuou com sua história, enquanto o carpinteiro o escutava com grande interesse. “Um ano inteiro se passou e a samambaia continuou crescendo, mas o bambu não. No entanto, não desisti. Continuei cuidando com mais cuidado. Mesmo assim, mais um ano se passou e meu trabalho não dava frutos. O bambu se recusava a se manifestar“.

O tempo e a resiliência

O ancião continuou dizendo: “Também não desisti depois do segundo ano, nem do terceiro nem do quarto. Quando cinco anos se passaram, finalmente vi que um galho tímido saía da terra. No dia seguinte, estava muito maior. Em poucos meses, cresceu sem parar e tornou-se um lindo bambu de mais de 10 metros. Você sabe por que demorou tanto para sair à luz?“

O carpinteiro pensou por um momento, mas não sabia o que dizer. O ancião lhe disse: “Demorou cinco anos porque durante todo esse tempo a planta trabalhava para criar raízes. Sabia que tinha que crescer muito alto, e por isso não podia sair à luz até que tivesse uma base firme que lhe permitisse subir satisfatoriamente. Você entende?“

O carpinteiro entendeu a mensagem. Entendeu que às vezes as coisas demoram, porque estão criando raízes. Que o importante é persistir e não perder a fé. Antes de se despedir, o ancião passou uma mensagem ao carpinteiro, para que a guardasse para sempre. Dizia: “A felicidade o mantém doce. As tentativas o mantêm forte. As dores o mantêm humano. As quedas o mantêm humilde. O sucesso o mantém brilhante…”

9.1.19

Toalhinha crochê de beleza e simplicidade

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Ama a simplicidade
Ama a vida
Ama a beleza
Ama a Poesia
Ama as coisas que dão alegria
Ama a natureza e a reverência pela vida
Ama os mistérios
Ama Deus

21.11.18

Juta e poesia.

Caminho feito em juta, bordado em ponto cruz e barradinho em crochê!





Hoje eu decidi que quero um amor azul.
— Mas por que não um amor vermelho?

Ah, minha cara, amores vermelhos são complicadíssimos.
É aquela história de “bater a química”, gerar uma reação e deixar a chama fluir pelos corpos.

Mas isso é bom ou ruim? Bom, oras! Boníssimo, não?
Acontece que vermelho, além da temperatura alta, da intensidade e do desejo à flor da pele, é também sinal de cuidado.
“Perigo! Pare! Preste atenção!”
Tarde demais, esse daí já se consumiu pelo fogo…
Não soube controlar o incêndio e deu nisso.
Acredito que a questão seja primordialmente essa: saber ter o controle.
— E amor azul não tem contato? É frio, silencioso, indiferente…?
Certamente há um engano significativo nessas associações.
Culturalmente nós acabamos por associar cores e simbolismos à sentimentos, ideologias e propósitos.
Mas essa é apenas uma projeção da verdade.
E por ser apenas uma projeção da verdade ela não constitui sua essência.
A verdade em si deve ser sentida em particular e não ditada e pautada como uma imutável obra de arte que leva consigo, através dos séculos, todo o seu significado.
Ora, por que ais de representar a paz com a cor branca?
Branco é luz.
Luz é o que chega até os nossos olhos para que o nosso sentido capte, traduza e gere uma reação.
Penso ser muito mais sensato representar a paz pela cor preta.
— Absurdo! “ouvirei” — Figurar a paz pela mesma cor que as trevas e os abismos mais profundos e demoníacos da face da Terra? “ouvirei, talvez”.
Pois vos digo, caso pensais desta forma, que preto é ausência.
Preto é ausência e neutralidade.
O Universo (em sua maior parte) é escuro, preto.
A madrugada é preta.
E madrugada me lembra paz.
Quiçá até a morte (dita paz eterna) seja preta, mas essa é apenas uma mera especulação.
Então por que a paz não pode ser representada por essa cor? Ora, isso na verdade, como dito antes, é apenas uma definição projetiva da realidade, portanto, não é a realidade.
Já o azul… Ah, o azul! Comove-me pensar em amores azuis.
Azul é a cor do céu, do mar… Do infinito, da imensidão, da calma, do carinho, da ternura…
Eu quero mesmo é um amor azul em minha vida.
Culpe-me pelo que sinto e fique livre para sentir por si mesmo.
Amor vermelho é pra quem sabe lidar com as futuras queimaduras.
Amor vermelho é urgência (pois se esperar, esfria).
E eu não quero urgência.
Eu quero aquele mesmo sentimento que o passarinho tem ao, lá no alto do céu azul, parar de bater as asas para planar por alguns segundos. Um sentimento pleno e azul.
Eu quero um amor azul pra mim.


 Douglas Jefferson

20.11.18

Minha estrela guia.




"Não fiquem no meu túmulo a chorar"


Não fiquem no meu túmulo a chorar,
Eu não estou lá, Eu não durmo.
Eu sou mil ventos que sopram,
Eu sou o diamante que cintila na neve,
Eu sou a luz do sol nos grãos maduros,
Eu sou a gentil chuva de Outono.
Quando acordas no silêncio da manhã
Eu sou a brisa rápida e encorajadora
Das aves tranquilas que voam em círculo.
Eu sou o suave brilho das estrelas à noite.
Não fiquem no meu túmulo a chorar
Eu não estou lá
Eu não morri.


Original:"Do not stand at my grave and weep"
(Mary Elizabeth Frye)


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