quinta-feira, junho 10

O significado do kanji da palavra Reiki



   
REI: o caractere para rei traz a idéia da  água da chuva que está prestes a cair sobre a terra, como água abençoada pelo energia do céu, que desce a terra para germinar as plantas.O caractere (hito), significa ser humano, e (kô) H inclinado que o envolve traz o significado de Trabalho(agrícola), associados resultam no caractere para xamã( jap. Miko ). Quando juntos, significa que as pessoas que trabalham na terra precisam da água para que as plantas germinem e se desenvolvam. Na Ásia necessita- se de uma vasta quantidade de água para que o arroz seja cultivado. Além do Trabalho precisa se orar para que a água cai do céu em forma de chuva.
O Xamã é o responsável pela oração para que a chuva  precipite do céu. O Xamã  é o mediador entre a energia do céu  e da terra .
Por meio do trabalho do xamã, que estabelece a comunicação entre o céu e terra, as coisas na terra como arroz – podem ser inspiradas. O caractere chinês Ling  é a representação mais antiga de um xamã realizando seu trabalho. 

                 Ame: Chuva abençoada, cinzas dos Vulcões

                Utsuwa:  Boca(Kuchi)conversação, comunicação,oração, recipiente referencia ao corpo Humano, o recipiente da alma
                Miko: Mulher Xamã, médium, conexão entre o céu e a terra


                Tamashi:  Alma, mente espiritual







Ki  

                 Kigame e Yuge: vapor e éter





                 Kome:Arroz



Ki traz a idéia da energia vital produzida através do cozimento do arroz( jap. Kome )  através do vapor .Sendo este a principal fonte de energia nutritiva na Ásia.A imagem de Kome também lembra a forma das raízes do arroz. Também representa a palavra 88, referindo-se aos 88 dias do plantio ate estar pronto para comer.
Um grão de arroz é a semente de uma planta, mas não a planta em si. O grão de arroz se torna uma planta quando as energias da  terra e do céu se unem. Essa união acontece através da chuva que traz a energia do céu de encontro com a da terra. Assim o grão de arroz se torna uma planta por meio deste ato de criação, trazendo energia vital ki consigo. E neste momento em que o grão de arroz  aparece debaixo do Ki .
Os xamãs rezam pedindo chuva para que os campos recebam a água que precisam. Por meio da oração, da chuva e do trabalho do agricultor, as energias divinas do alto e do baixo (céu e terra) combinam-se. Processa-se então o ato da criação pelo qual a centelha da vida é insuflada no grão de arroz. Desse modo uma nova vida surge.
Por isso que uma das traduções para a palavra reiki é:
Energia maravilhosa que gera a vida. O reiki traz uma nova vida repleta de vitalidade, vivacidade e harmonia.

sábado, abril 17

Jardim cigano




Ela plantou girassóis dentro de sua alma.

E plantou flores lunares em seu coração.

Seu corpo, sua têmpora,

Seu templo, seu próprio.

Seu templo, seu jardim, seu coração e sua alma.

ela acreditou nisso

enquanto ela lutasse por sua luz, ela teria que lutar na escuridão.


Não um sem o outro. Para sempre entrelaçado.


E nos dias em que sua escuridão não podia ser silenciada,


Girassóis que brilhavam de dentro de sua alma,

Ajudaria a guiá-la de volta para casa.

Brilhando tão forte, brilhando sua luz.

E de dentro de seu coração, as flores da lua a lembrariam de que:

Mesmo na escuridão, a vida e sua beleza ainda podem florescer e crescer. Mesmo na escuridão, encontraremos nosso caminho para casa.



Por Christopher Mason

quinta-feira, março 25

A caça as bruxas


A “caça às bruxas”: uma interpretação feminista
postado em 31/10/2016, 14:1


A “caça às bruxas é um elemento histórico da Idade Média. Entre os séculos XV e XVI o “teocentrismo” – Deus como o centro de tudo – decai dando lugar ao “antropocentrismo“, onde o ser humano passa a ocupar o centro. Assim, a arte, a ciência e a filosofia desvincularam-se cada vez mais da teologia cristã, conduzindo, com isso a uma instabilidade e descentralização do poder da Igreja. Como uma forma de reconquistar o centro das atenções e o poder perdido, a Igreja Católica instaurou os “Tribunais da Inquisição”, efetivando-se assim a “caça às bruxas“. Mas quem eram, enfim, estas mulheres que fizeram parte de um capítulo tão horrendo da história da humanidade, e por que o feminismo retoma as bruxas como um dos seus principais símbolos?

A “caça às bruxas” durou mais de quatro séculos e ocorreu, principalmente, na Europa, iniciando-se, de fato, em 1450 e tendo seu fim somente por volta de 1750, com a ascensão do Iluminismo. A “caça às bruxas” admitiu diferentes formas, dependendo das regiões em que ocorreu, porém, não perdeu sua característica principal: uma massiva campanha judicial realizada pela Igreja e pela classe dominante contra as mulheres da população rural (EHRENREICH & ENGLISH, 1984: 10). Essa campanha foi assumida, tanto pela Igreja Católica, como a Protestante e até pelo próprio Estado, tendo um significado religioso, político e sexual. Estima-se que aproximadamente 9 milhões de pessoas foram acusadas, julgadas e mortas neste período, onde mais de 80% eram mulheres, incluindo crianças e moças que haviam “herdado este mal” (MENSCHIK, 1977: 132).



Ao buscarmos uma definição do termo “bruxa” em dicionários, logo pode-se perceber a direta vinculação com uma figura maléfica, feia e perigosa. Neste sentido, também os livros infanto-juvenis costumam descrever histórias onde existe uma fada boa e linda e uma bruxa má e horrível.

Ao analisarmos o contexto histórico da Idade Média, vemos que bruxas eram as parteiras, as enfermeiras e as assistentes. Conheciam e entendiam sobre o emprego de plantas medicinais para curar enfermidades e epidemias nas comunidades em que viviam e, conseqüentemente, eram portadoras de um elevado poder social. Estas mulheres eram, muitas vezes, a única possibilidade de atendimento médico para mulheres e pessoas pobres. Elas foram por um longo período médicas sem título. Aprendiam o ofício umas com as outras e passavam esse conhecimento para suas filhas, vizinhas e amigas.

Segundo afirmam EHERENREICH & ENGLISH (1984, S. 13), as bruxas não surgiram espontaneamente, mas foram fruto de uma campanha de terror realizada pela classe dominante. Poucas dessas mulheres realmente pertenciam à bruxaria, porém, criou-se uma histeria generalizada na população, de forma que muitas das mulheres acusadas passavam a acreditar que eram mesmo bruxas e que possuíam um “pacto com o demônio”.

O estereótipo das bruxas era caracterizado, principalmente, por mulheres de aparência desagradável ou com alguma deficiência física, idosas, mentalmente perturbadas, mas também por mulheres bonitas que haviam ferido o ego de poderosos ou que despertavam desejos em padres celibatários ou homens casados.



A “caça às bruxas e o “Tribunal da Inquisição”
Com a ascensão da Igreja Católica, o patriarcado imperou, até mesmo porque Jesus era um homem. Neste contexto, tudo o que a mulher tentava realizar, por conta própria, era visto como uma imoralidade (ALAMBERT, Ano II: 7). Os costumes pagãos que adoravam deuses e deusas, passaram a ser considerados uma ameaça. Em 1233, o papa Gregório IX instituiu o Tribunal Católico Romano, conhecido como “Inquisição” ou “Tribunal do Santo Ofício”, que tinha o objetivo de terminar com a heresia e com os que não praticavam o catolicismo. Em 1320 a Igreja declarou oficialmente que a bruxaria e a antiga religião dos pagãos representavam uma ameaça ao cristianismo, iniciando-se assim, lentamente, a perseguição aos hereges.

A “caça às bruxas” coincidiu com grandes mudanças sociais em curso na Europa. A nova conjuntura gerou instabilidade e descentralização no poder da Igreja. Além disso, a Europa foi assolada neste período por muitas guerras, cruzadas, pragas e revoltas camponesas, e se buscava culpados para tudo isso. Sendo assim, não foi difícil para a Igreja encontrar motivos para a perseguição das bruxas.

Para reconquistar o centro das atenções e o poder, a Igreja Católica efetivou a conhecida “caça às bruxas”. Com o apoio do Estado, criou tribunais, os chamados “Tribunais da Inquisição” ou “Tribunais do Santo Ofício”, os quais perseguiam, julgavam e condenavam todas as pessoas que representavam algum tipo de ameaça às doutrinas cristãs. As penas variavam entre a prisão temporária até a morte na fogueira. Em 1484 foi publicado pela Igreja Católica o chamado “Malleus Maleficarum”, mais conhecido como “Martelo das Bruxas”. Este livro continha uma lista de requerimentos e indícios para se condenar uma bruxa. Em uma de suas passagens, afirmava claramente, que as mulheres deveriam ser mais visadas neste processo, pois estas seriam, “naturalmente”, mais propensas às feitiçarias (MENSCHIK, 1977: 132 e EHRENREICH & ENGLISH, 1984: 13).

Os “crimes” praticados pelas bruxas
No contexto da “caça às bruxas” haviam várias acusações contra as mulheres. As vítimas eram acusadas de praticar crimes sexuais contra os homens, tendo firmado um “pacto como demônio”. Também eram culpadas por se organizarem em grupos – geralmente reuniam-se para trocar conhecimentos acerca de ervas medicinais, conversar sobre problemas comuns ou notícias. Outra acusação levantada contra elas, era de que possuíam “poderes mágicos”, os quais provocavam problemas de saúde na população, problemas espirituais e catástrofes naturais (EHRENREICH & ENGLISH, 1984: 15).

Além disso, o fato dessas mulheres usarem seus conhecimentos para a cura de doenças e epidemias ocorridas em seus povoados, acabou despertando a ira da instituição médica masculina em ascensão, que viu na Inquisição um bom método de eliminar as suas concorrentes econômicas, aliando-se a ela.

Perseguição e condenação à fogueira
Qualquer pessoa podia ser denunciada ao “Tribunal da Inquisição”. Os suspeitos, em sua grande maioria mulheres, eram presos e considerados culpados até provarem sua inocência. Geralmente, não podiam ser mortos antes de confessarem sua ligação com o demônio. Na busca de provas de culpabilidade ou a confissão do crime, eram utilizados procedimentos de tortura como: raspar os pelos de todo o corpo em busca de marcas do diabo, que podiam ser verrugas ou sardas; perfuração da língua; imersão em água quente; tortura em rodas; perfuração do corpo da vítima com agulhas, na busca de uma parte indolor do corpo, parte esta que teria sido “tocada pelo diabo”; surras violentas; estupros com objetos cortantes; decapitação dos seios. A intenção era torturar as vítimas até que assinassem confissões preparadas pelos inquisidores. Geralmente, quem sustentava sua inocência, acabava sendo queimada viva. Já as que confessavam, tinham uma morte mais misericordiosa: eram estranguladas antes de serem queimadas. Em alguns países, como Alemanha e França, eram usadas madeiras verdes nas fogueiras para prorrogar o sofrimento das vítimas. E, na Itália e Espanha, as bruxas eram sempre queimadas vivas. Os postos de caçadores de bruxas e informantes eram financeiramente muito rentáveis. Estes, eram pagos pelo Tribunal por condenação ocorrida e os bens dos condenados eram todos confiscados.

O fim da “caça às bruxas” ocorreu somente no século XVIII, sendo que a última fogueira foi acesa em 1782, na Suíça. Porém, a Lei da Igreja Católica que fundou os “Tribunais da Inquisição”, permaneceu em vigor até meados do século XX. A “caça às bruxas” foi, sem dúvida, um processo bem organizado, financiado e realizado conjuntamente pela Igreja e o Estado.

O feminismo e o resgate da imagem das bruxas
Diante de tantas mortes de mulheres acusadas por bruxaria durante este período, podemos afirmar que o ocorrido se tratou de um verdadeiro genocídio contra o sexo feminino, com a finalidade de manter o poder da Igreja e punir as mulheres que ousavam manifestar seus conhecimentos médicos, políticos ou religiosos. Existem registros de que, em algumas regiões da Europa a bruxaria era compreendida como uma revolta de camponeses conduzida pelas mulheres (EHRENREICH & ENGLISH, 1984: 12). Nesse contexto político, pode-se citar a camponesa Joana D`arc, que aos 17 anos, em 1429, comandou o exército francês, lutando contra a ocupação inglesa. Esta acabou sendo julgada como feiticeira e herege pela Inquisição e queimada na fogueira antes de completar 20 anos. Diante disso, configurava-se a clara intenção da classe dominante em conter um avanço da atuação destas mulheres e em acabar com seu poder na sociedade, a tal ponto que se utilizava meios de simplesmente exterminá-las.

O feminismo busca resgatar a verdadeira imagem das bruxas em nossa história, analisando não somente os aspectos religiosos, mas também políticos e sociais que envolveram a “caça às bruxas” na Idade Média. No olhar feminista, as bruxas, através de seus conhecimentos medicinais e sua atuação em suas comunidades, exerciam um contra-poder, afrontando o patriarcado e, principalmente, o poder da Igreja. Em verdade, elas nada mais foram do que vítimas do patriarcado (ALAMBERT, Ano II, n° 48: 7). Atualmente, as mulheres ainda continuam sendo discriminadas e duramente criticadas por lutarem pela igualdade de gênero e a divisão do poder social e econômico, que ainda é predominantemente masculino, continuando vítimas do patriarcado. Por isto, as bruxas representam para o movimento feminista não somente resistência, força, coragem, mas também a rebeldia na busca de novos horizontes emancipadores.

Bibliografia
ALAMBERT, Zuleika. Por uma nova imagem. Educação & Cultura – Diário Comercial, Ano II, n° 48.

EHRENREICH, Barbara & ENGLISH, Deirdre. Hexen, Hebammen und Krankenschwestern. 11. Auflage. München: Frauenoffensive, 1984.

MENSCHIK, Jutta. Feminismus, Geschichte, Theorie und Praxis. Köln: Verlag Pahl-Rugenstein, 1977.

A figura da bruxa como uma mulher, velha, feia, rabugenta e assustadora, foi introduzida a partir dos contos e histórias dos Irmãos Grümm (escritores alemães). A posição da Igreja é contraditória referente ao tema “caça às bruxas”. Existem documentos nos quais a Igreja pronunciava-se contra a tortura e assassinato destas vítimas, conduzidos pelas oligarquias locais.

*Rosângela é militante feminista e doutoranda em Ciências Jurídicas na Universidade de Osnabrück – Alemanha.



Por Rosângela Angelin

Fonte: Revista Espaço Acadêmico

Tapete de crochê CORAÇÃO com ponto pipoca

quinta-feira, outubro 1

Símbolo Franciscano

Mais uma encomenda feita para minha amiga Valquíria, presente para o Frei João. Espero que ele goste foi feito com muito carinho!

              




O Tau Franciscano





O Tau é um dos símbolos mais usados pelos franciscanos. Formado por duas linhas que se encontram, uma horizontal e uma vertical, o Tau recorda a idéia de tempo e da eternidade. O Tau é a última letra do alfabeto hebraico e a décima nona letra do alfabeto grego. É um sinal bíblico usado pelo profeta Ezequiel para designar os eleitos que seriam poupados por Deus do extermínio: “YHWH falou com ele: ‘Percorra a cidade de Jerusalém e marque com uma cruz (“T”, o Tau) a testa dos indivíduos que estiverem se lamentando e gemendo por causa das abominações que se fazem no meio dela” (Ez 9,4).

A ligação do Tau bíblico com a espiritualidade franciscana remonta ao próprio Francisco de Assis. Segundo os primeiros biógrafos do santo, Francisco venerava o símbolo do Tau, traçando-o em vários momentos de sua vida e pronunciando-o em suas pregações e bênçãos.

importante para o reconhecimento do Tau na espiritualidade do próprio Francisco é a famosa Bênção a Frei Leão, tirada do Livro dos Números. Durante séculos, muitos católicos a consideraram uma benção dos protestantes que, de fato, como os judeus, sempre a usaram muito. Ela constitui um dos poucos escritos de São Francisco que ainda temos com sua própria letra e é muito característica, principalmente pelo acréscimo pessoal de Francisco: “O Senhor te abençoe, Frei Leão”. Como Francisco, é bom lembrarmos quando usamos essa bênção para qualquer pessoa: dizer o nome de quem está sendo abençoado. Nessa bênção, São Francisco também desenhou o Tau como um sinal de bênção, atravessando o nome de Frei Leão e em cima de uma cabeça, que pode ser a de Frei Leão ou a de Adão.

Francisco, ao escolher uma vida de penitência, carregou consigo o Tau. Este símbolo lembrava a vitória da conversão deste jovem que abdicou dos vícios e excessos ara uma vida de comunhão fraterna. Desde a Idade Média esse símbolo já era usado como um sinal de vitória e salvação.

Assim, o Tau, também conhecido como cruz franciscana, se converteu num símbolo franciscano. Ele é visto nos pescoços dos franciscanos em um cordão com três nós. Os nós representam os três conselhos evangélicos: obediência, pobreza e castidade. O Tau, usado não só pelos franciscanos, mas por muitos cristãos, recorda o caminho do Evangelho que nos leva à Salvação. Usar este símbolo é viver uma vida de conversão, transformá-la em missão e serviço ao outro.

Fonte:www.ofm.org.br
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